'Simbora!
Ê, rapaz! (Rodriguinho, esse modão, rapaz)
Eu lembrei de um parceiro meu agora, falar pro cê
Nosso amigo Leonésio do outro lado do mundo, tá?
É isso aí
Imobiliária Porto Seguro também, lá em Rondônia
Aí é doido, é, rapaz?
Alô, Leozinho, aquele abraço, meu irmão (Leozinho)
Eu sei que cê gosta desse modão
Vai especialmente pra você assim, ó (é assim)
'Simbora! Chora, meu gaiteiro! (Chama!)
Como é que é, Mayke? (Ai, ai, ai, ai, ai)
Ó aqui, ó
Eu fiz a maior proeza pras bandas do Rio da Morte
Com outro caminhoneiro fraquejado no transporte
Fui buscar uma vacada para o criador do norte
Na chegada eu pressenti que era um dia de sorte
Depois do embarque feito, só ficou um boi de corte
O mestiço era bravo que até na sombra investia
A filha do fazendeiro, molhando os lábios, dizia
Eu nunca beijei ninguém, juro pela luz do dia
Mas quem montar nesse boi e tirar a valentia
Ganha meu primeiro beijo, que darei com alegria
Vendo a beleza da moça, meu sangue ferveu na veia
Eu calcei um par de espora e passei a mão na peia
Peguei o mestiço à unha, rolei com ele na areia
Enquanto ele esperneava, fui apertando a correia
Mas quando eu sentei no lombo foi que eu vi a coisa feia
Um boi saltou a porteira no primeiro corcoveado
Numa ladeira de pedras desceu pulando furtado
Saía língua de fogo, cheirava chifre queimado
Quando os cascos do mestiço batiam no lajeado
Parou berrando na espora, ajoelhando derrotado
Chora, meu gaiteiro! (Ai, ai, ai, ai, ai, ai)
Eu nem sei a letra e tô lendo aqui, rapaz (é nóis)
Vai no solinho, vai (vai, Felipão)
Aô!
Ô, coisa boa
Pra cumprir sua promessa, a moça veio ligeiro
E disse: Você provou ser peão de boiadeiro
Dos prêmios que vou lhe dar, o beijo é o primeiro
Sua boca foi abrindo, seu olhar ficou morteiro
Nessa hora eu acordei abraçando o travesseiro
Êta pêga, rapaz
Aô, Leozinho, um abraço, meu irmão (ihu)
Esquece, meu irmão (daquele jeito)
Cês gostam do mal feito, né?