Joava sangue no couro Ela gritava socorro Será que é hoje que eu morro?
Nem consegui despedir Do meu rebento na barriga O carro corre e ele grita Calma Bia, não duvida A gente vai sair daqui
Um homem e uma mulher no banco branco de um Opala do volante.
Ele tentava quase que sem sorte acalmá-la.
Uma bala transpassou seu corpo na barriga e ela gemia de dor.
Pedindo adeus pela vida de sua filha Dois brasileiros e um bebê no ventre Um roubo que terminaria em tragédia Como quase sempre Mas o sonho de criar uma família amassada Do banco sujo ela relembra meses no passado
José Pilar trouxe o amor.
Se chorou, como é que eu vou cuidar?
Não roubou criança pra sofrer.
Filho meu, o homem não vai passar
Pistolas e cansaço Entraram no banco
Música Música Música
No sapo Todo dinheiro
Joava sangue no couro, ela gritava socorro, será que é hoje que eu morro?
Nem consegui despedir do meu rebento na barriga.
O carro corre e ele grita, calma Bia, não duvida, a gente vai sair daqui.
Um homem e uma mulher no banco branco de um opalo do volante.
Ele tentava quase que sem sorte acalmá-la.
Uma bala transpassou seu corpo na barriga e ela gemia de dor.
pedindo adeus pela vida de sua filha.